Do Orçamento do Estado 2010 – pt. 2

28 01 2010

Abel Mateus analisa a proposta de Orçamento do Estado para 2010.





[speachless]

27 01 2010

“[A Banca] teve um comportamento espectacular nesta crise.”

Ricardo Salgado, presidente do BES





See You Soon Coco

27 01 2010

Conan O’Brien despediu-se na passada sexta-feira do seu Tonight Show. Como já deve ter reparado nós aqui na casa somos fãs incondicionais daquele que, para nós, é neste momento a figura maior do humorismo americano.

Aqui ficam alguns dos melhores momentos do último Tonight Show with Conan O’Brien. Até um dia destes Coco…





O que diz o Homem

27 01 2010

Numa entrevista à edição desta semana da revista Visão, Belmiro de Azevedo dá a sua opinião sobre algumas das figuras maiores do panorama politico nacional.

Sobre Cavaco Silva:
“Cavaco é um ditador. Mandou quatro amigos meus, dos melhores ministros, para a rua, assim de mão directa.”

Sobre o governo Sócrates:
“[Sócrates] liga e manda ligar muitas vezes”

“[Desconheço] metade dos que estão lá”

“[As promessas de Sócrates] são feitas sem o Teixeira dos Santos assinar por baixo”

“Neste momento, e quase direi por felicidade, não há um Governo de maioria”

Sobre Ferreira Leite:
“Teve muitos anos de trabalho, mas no Estado. Nunca dormiu mal por ter a responsabilidade de saber como pagar salários”

Sobre Manuel Alegre:
“Devia ter juízo (…) No final do mandato já terá 80 anos, não é muito sensato”.

Vamos lá ver se é se tanta franqueza não lhe custa algumas licenças para abrir uns hipermercados…





Do Orçamento do Estado 2010

27 01 2010

E eis que finalmente foi apresentado ao país – e, quem sabe mais importante, ao mundo – o Orçamento do Estado para o ano de 2010. Das 736(!) páginas do documento, que chegou à Assembleia da República já depois das 22h de Segunda-feira última, salta à vista um número em particular: 8.3%.

Este número representa aquilo que é a estimativa do Governo para o valor do défice orçamental para o ano de 2010 em percentagem do P.I.B. nacional. No entanto, para melhor se compreender a escala do que este número representa é necessário ter em conta o valor monetário que reside por detrás dele, ou seja, aproximadamente 13 mil milhões de euros.

E a pergunta que agora se impõe é: que diabo vai andar o Estado a fazer para em 2010 gastar 13 mil milhões de euros a mais do que aquilo que recebe? Aguardemos pelo debate no Parlamento para perceber…

Mas uma coisa desde já se pode esperar, com o nível de endividamento a que o nosso país vai chegar com esta derrapagem nas contas públicas todos nós vamos pagar uma pesada factura. E esta factura não se traduz só numa alocação maciça dos dinheiros públicos para pagar juros da dívida pública ao exterior – desviando os mesmos de áreas importantes como a educação ou a saúde-, causará também um aumento do preço do dinheiro para a banca nacional com o consequente reflexo nas prestações dos créditos que grande parte do nosso país contraiu junto da banca.

No entanto, o que mais me impressiona é a passividade e a ligeireza com que todos os responsáveis políticos aceitam esta realidade. O CDS-PP, a troco de mais uns milhões para a lavoura e afins, vai abster-se; o Dra. Ferreira Leite, ex-ministra das finanças, que sempre ostentou uma imagem de seriedade e de zelo no que a contas públicas respeita, já anunciou que o PSD também se vai abster “em nome do interesse nacional”.

E eu pergunto: em que realidade distorcida é que viabilizar um Orçamento do Estado, que prevê um défice de 13 mil milhões de euros, se pode traduzir em zelo pelo interesse nacional?

Sinceramente, não sei. O que sei é que, mais tarde ou mais cedo, a factura vai chegar e alguém vai ter de pagar a irresponsabilidade de quem neste momento governa o país.

Mas atenção, por governar entenda-se toda a classe politica. É que é tão irresponsável quem apresenta um orçamento destes como que o viabiliza.

Novos desenvolvimentos seguem dentro de momentos…





Se a moda pega…

18 01 2010

Hugo Chavez ordena expropriação de cadeia de supermercados por mudar preços

in Público





In Conan We Trust

15 01 2010

Team Conan





Bom senso, precisa-se

15 01 2010

Câmara de Lisboa vai permitir casais gays nos casamentos de Santo António

in Público





Um Novo Começo

14 01 2010

Quase dois anos passaram sobre o último post e desde então que este blog foi por nós deixado “ao abandono”.

Um abandono que não foi premeditado nem doloso, mas sim negligente. Muito mudou na vida de nós autores: terminaram-se licenciaturas, fizeram-se mestrados, estagiou-se (e estagia-se) e entrou-se no mercado de trabalho… mas ainda assim, e apesar do tempo que passou, aquilo que então nos motivou a iniciar este projecto continua mais actual do que nunca.

Há demasiado a acontecer à nossa volta, e com gravidade suficiente, para que seja possível continuarmos, impávidos e serenos, a assistir ao desmantelamento de toda e qualquer perspectiva de futuro para nós próprios e para quem virá a seguir. E é por essa mesma razão que, volvidos dois anos, decidimos recomeçar este projecto nos mesmos termos em que o iniciámos:  partilhar a visão que temos do mundo à nossa volta, sem rodeios, mas com franqueza, honestidade e com a  irreverência e inquietação que nossa juventude nos impõe.

Fique por aí, fazemos isto para si e por nós, que somos o Portugal que adorámos.

Os Bloggers Residentes





The New World Order

11 04 2008

Na edição deste mês do Courier Internacional deparei-me com um excerto dum artigo do New York Times a propósito dum livro recentemente lançado nos EUA por um tal de Parag Khanna intitulado “THE SECOND WORLD: EMPIRES & INFLUENCE IN THE NEW GLOBAL ORDER”. Ao que parece o livro está a causar muita polémica pois o seu autor afirma nele que a hegemonia dos EUA chegou ao fim e que a partir daqui é sempre a descer.

No livro o autor apresenta uma visão tripartida da politica mundial na qual a disputa pela hegemonia seria entre a União Europeia, a China e os EUA e que as duas primeiras potências estão já numa situação favorável que conduzirá à inevitável queda dos EUA do lugar central que ocupam desde a queda da URSS nos destinos do planeta. Na opinião de Parag Khanna, o mundo irá “dividir-se” entre um bloco de interesses asiáticos e europeus sendo que na América do Sul e em África assistir-se-á a uma repartição dos países por estes dois blocos.

Para o autor, tanto a UE como a China tem neste momento “trunfos” de grande valor que ajudarão a decidir para que lado irá pender a balança. Refere que o trunfo principal da UE é sem dúvida a Turquia e a porta que a partir dela se abre em relação aos petro-estados da Ásia meridional como o Azerbeijão e que os estados árabes do norte de África são neste momento já parte do bloco de influências europeu. Já em relação à China o autor vaticina que esta terá maior influência junto dos estados africanos abaixo do Sahara e também na América do Sul. Parag acredita então que a grande “batalha” entre a UE e a China travar-se-á sem dúvida na Ásia meridional e que o vencedor desta poderá assumir um papel de maior importância em relação ao outro.

Posição interessante é aquela que o autor tem em relação ao papel da Rússia nesta luta. Khanna acredita que apesar de todo o barulho que Putin tem feito nos últimos tempos e da aparente recuperação da Rússia em termos económicos, o país está condenado pois a sua população tem decrescido a um ritmo alarmante e como consequência disso a economia russa nunca será maior do que a actual economia francesa. Como é óbvio, esse declinio reflectir-se-á na projecção do país em termos geopoliticos. O autor afirma que devido à aproximação da UE em relação às suas fronteiras, à presença da China a oriente e à falta de argumentos para impôr a sua influência a outros países, a Rússia só tem duas alternativas: ou se integra na UE ou se torna num “petro-vassalo” da China.

Quanto ao futuro dos EUA no meio disto tudo, Parag afirma que foram as más polticas externas americanas desde a queda da URSS as culpadas por esta perda de influência e que à América só resta virar-se para dentro de modo a tentar manter forte o seu poderio económico e assim ter argumentos para competir com a UE e a China.








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